Petróleo cai 2,9% após trégua nas negociações com o Irã. - Foto: Portal ES Brasil/Kikina Sessa
Declaração do presidente dos EUA sobre avanços em negociações de paz derrubou os contratos do WTI e do Brent, que caíram mais de 2,5% nesta quinta-feira.
O barril de petróleo registrou forte queda nesta quinta-feira (11) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter aprovado os últimos detalhes nas conversas para um acordo com o Irã e, por isso, decidiu suspender novos ataques e bombardeios contra o território iraniano.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho encerrou o dia com desvalorização de 2,58% (US$ 2,32), sendo negociado a US$ 87,71 o barril. Já o Brent para agosto, da Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, recuou 2,92% (US$ 2,72), fechando a US$ 90,38 o barril.
A commodity operou com forte volatilidade durante a sessão, à medida que investidores monitoravam os desdobramentos do conflito no Oriente Médio após a troca de ataques entre EUA e Irã na madrugada. Apenas após a declaração de Trump é que as cotações intensificaram as perdas, chegando a quase 3% de queda.
Mais cedo, o mandatário norte-americano havia ameaçado realizar bombardeios “ainda mais severos” contra o Irã, ao mesmo tempo em que afirmava manter contato com Teerã para selar um entendimento. Horas depois, Trump disse ter optado pela suspensão da operação militar diante do avanço das negociações. Segundo o jornal New York Post, o Irã teria finalizado a última minuta do acordo e a enviado a intermediários do Catar, que a repassariam a Washington.
Analistas da Macquarie avaliaram que, apesar de novos ataques terem ocorrido na noite de quarta-feira, os acontecimentos desta manhã trazem algum alívio às perspectivas de paz. “O humor dos mercados globais voltou a depender fortemente dos acontecimentos no Golfo Pérsico”, afirmaram.
Em meio ao confronto, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia sua projeção de crescimento da demanda mundial pela commodity em 2026, para 1 milhão de barris diários, conforme seu relatório mensal. Para 2027, por outro lado, a entidade elevou em 200 mil barris por dia a estimativa de aumento do consumo, para 1,7 milhão de bpd.
Já a consultoria Rystad Energy afirmou, também nesta quinta, que o mercado de petróleo está mais preparado para absorver eventuais interrupções no fornecimento do que em crises anteriores, citando as exportações recordes dos EUA, a demanda mais fraca da China e rotas alternativas de escoamento que diminuem a dependência do Estreito de Ormuz.
FONTE: Kadoshwr com informações da comunhão e reportagem de Darlan de Azevedo, do Estadão Conteúdo – Economia


