Petróleo cai quase 10% com reabertura do Estreito de Ormuz. - Foto: Portal ES Brasil/Divulgação Petrobras
WTI fecha abaixo de US$ 90 pela primeira vez em semanas, acumulando queda de 14,5% no período; Brent também registra forte recuo.
Na última sexta-feira (17), o mercado de petróleo sofreu uma forte desvalorização, com o barril do WTI recuando cerca de 10% e sendo negociado abaixo da marca de US$ 90. O movimento aconteceu após novas indicações de progresso nas conversas entre Estados Unidos e Irã, além de uma trégua temporária no conflito entre Israel e Líbano. Essa foi a segunda semana consecutiva de baixa para a commodity.
O contrato do WTI para maio, negociado na Nymex, encerrou o dia com desvalorização de 9,41% (US$ 8,58), cotado a US$ 82,59 o barril. Em Londres, o Brent para junho caiu 9,06% (US$ 9,01), fechando a US$ 90,38 o barril na ICE. No acumular da semana, o WTI teve queda expressiva de 14,5%, enquanto o Brent recuou 5,06%.
As perdas se acentuaram após declarações do chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, que afirmou que o Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano, o que elevou as expectativas de uma desescalada na região. Na quinta-feira, os dois países haviam firmado uma trégua de dez dias, iniciada às 18h (horário de Brasília).
Segundo Phil Flynn, analista do Price Futures Group, a pausa nos combates envolvendo o Hezbollah reduziu os riscos imediatos de uma escalada regional mais ampla, aliviando os chamados "prêmios de risco" embutidos nas cotações do petróleo.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta sexta ter "proibido Israel de bombardear o Líbano" e se referiu à passagem marítima como "Estreito do Irã". Apesar da reabertura de Ormuz, Trump ressaltou que o bloqueio naval dos EUA permanece em vigor até que um acordo definitivo seja alcançado.
Paralelamente, o choque nos preços de energia segue gerando preocupações inflacionárias. Mary Daly, presidente do Federal Reserve de São Francisco, afirmou que a alta nos custos energéticos tende a impactar mais a inflação do que o crescimento econômico dos EUA. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que o conflito no Oriente Médio deve elevar a inflação em toda a América Latina.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo


