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Evangélicos protocolam carta no Senado com mea-culpa histórica e ações contra o antissemitismo

Evangélicos protocolam carta no Senado com mea-culpa histórica e ações contra o antissemitismo

Representantes da Casa Apostólica e da Frente Parlamentar Evangélica entregaram ao Senado Federal e à Comissão de Relações Exteriores um manifesto em defesa da comunidade judaica - Foto: Reprodução

 

Manifesto, apoiado por lideranças de oito Estados, pede que Brasil classifique Hamas e Hezbollah como terroristas e amplie ensino do Holocausto.

 

Integrantes da Frente Parlamentar Evangélica e da Casa Apostólica protocolaram, no Senado Federal e na Comissão de Relações Exteriores, um documento que reúne diretrizes para o fortalecimento dos laços com a comunidade judaica. A carta, assinada por representantes cristãos de oito unidades da federação, foi endereçada igualmente aos presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara), bem como a integrantes dos Três Poderes.

 

Estruturado em cinco eixos temáticos — que vão do reconhecimento histórico à mobilização social —, o texto busca consolidar a aliança entre judeus e cristãos e fomentar políticas de enfrentamento à intolerância religiosa. Os signatários classificam a Shoá como uma das maiores barbáries da história e ressaltam que a promessa do "Nunca Mais" exige esforços contínuos. Além disso, citam a ofensiva do grupo extremista Hamas em outubro de 2023 como prova da persistência da hostilidade antissemita e da violência direcionada ao povo judeu.

 

Em um gesto inédito, os líderes religiosos fazem mea-culpa por passivos históricos e silêncios institucionais, formalizando um pedido público de desculpas à nação judaica e assumindo o dever de lutar contra toda forma de discriminação. A carta também presta tributo às contribuições judaicas para a ciência, medicina, filosofia, artes e cultura, defendendo a preservação perene da memória das vítimas do Holocausto.

 

No campo geopolítico, o texto reafirma o direito israelense à segurança e autodeterminação, endossa o sionismo enquanto movimento nacional legítimo e exalta a relevância espiritual de Jerusalém. Os líderes também cobram do governo brasileiro a inclusão do Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico na lista oficial de organizações terroristas, alarmados com o avanço das atividades nucleares do Irã. Os Acordos de Abraão são mencionados como vetores para a pacificação regional, e o manifesto igualmente repudia a islamofobia, pregando o diálogo inter-religioso.

 

Na esfera educacional, a proposta prevê a expansão do conteúdo sobre a Shoá e a Segunda Guerra na grade curricular básica, capacitando jovens para reconhecer e repelir discursos de ódio. Há ainda a sugestão de parcerias com instituições memoriais judaicas e a atualização do material pedagógico para desconstruir estereótipos e valorizar a diversidade cultural.

 

 

Por fim, a carta convoca igrejas, universidades, imprensa e agentes políticos a atuarem sinergicamente na defesa da memória, da democracia e da convivência pacífica. Para os organizadores, o manifesto simboliza um avanço expressivo na aproximação entre evangélicos e judeus no Brasil, consolidando o compromisso de que o "Nunca Mais" se traduza em ações práticas e permanentes contra o antissemitismo, o terrorismo e qualquer processo de desumanização.

 

FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão por Patrícia Scott

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