Câmara de Ponta Grossa aprova em 1ª votação projeto que libera Bíblia como apoio didático nas escolas
A iniciativa, apresentada pelo vereador Pastor Ezequiel (Pode), propõe que o Livro Sagrado seja empregado como instrumento de apoio ao ensino em diferentes áreas do conhecimento - Foto: Reprodução
Em primeira votação, proposta prevê abordagem histórica e cultural do livro, com adesão voluntária dos alunos e respeito à liberdade de crença.
Os vereadores de Ponta Grossa (PR) aprovaram, em primeiro turno, o Projeto de Lei nº 458/2025, que permite o uso da Bíblia Sagrada como material de apoio pedagógico complementar nas escolas municipais. De autoria do vereador Pastor Ezequiel (Pode), a proposta defende que as Escrituras sejam empregadas como ferramenta auxiliar em diversas áreas do saber, com ênfase em sua relevância histórica, cultural e literária.
De acordo com o texto, os episódios bíblicos poderão ser aproveitados em atividades didáticas de disciplinas como História, Literatura, Ensino Religioso, Artes e Filosofia, além de integrar projetos interdisciplinares desenvolvidos pelas unidades de ensino. A matéria também garante que a participação dos estudantes será completamente optativa, assegurando o direito à liberdade religiosa previsto na Constituição Federal.
A tramitação do projeto foi marcada por intensos debates entre os parlamentares até receber o aval do plenário. Agora, a proposição depende de uma segunda votação para prosseguir nas fases seguintes do trâmite legislativo.
O autor da iniciativa reforça que a meta não é induzir à prática religiosa, mas reconhecer a influência da Bíblia como uma das obras de maior impacto na história mundial. Para ele, a obra oferece subsídios valiosos para o estudo de civilizações antigas, seus costumes, hierarquias sociais, aspectos geográficos e acontecimentos históricos.
Pastor Ezequiel destaca que o projeto visa ampliar o leque de aprendizagens dos alunos por meio de uma perspectiva interdisciplinar. Em sua avaliação, o contato com o texto bíblico no ambiente escolar pode incentivar o senso crítico e enriquecer a análise de diferentes períodos históricos e manifestações artístico-culturais, sem nunca desrespeitar o princípio da liberdade de consciência.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão por Patrícia Scott



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