Escombros deixados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a Venezuela. (Captura de tela/YouTube/AP)
País mobiliza equipes médicas e de resgate apesar dos desafios internos com a guerra no Oriente Médio.
O governo israelense anunciou nesta quinta-feira que está organizando o envio de uma missão humanitária à Venezuela, duramente atingida por uma série de fortes tremores de terra. A decisão ocorre em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que ainda exige atenção do país.
De acordo com comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores está em contato com órgãos nacionais para avaliar as necessidades locais e definir quais recursos serão disponibilizados. Apesar do cenário de tensão militar na região, as autoridades israelenses optaram por ativar equipes de emergência para prestar suporte às vítimas.
O Ministério da Saúde também está organizando uma delegação especializada, composta por profissionais da área médica, logística e resposta a desastres, que aguarda a autorização final do Itamaraty para entrar em ação.
Comunidade judaica receberá suporte financeiro
O Keren Kayemeth LeIsrael–Fundo Nacional Judaico (KKL-JNF) informou que destinará recursos significativos para auxiliar cerca de 500 famílias judaicas venezuelanas que precisaram abandonar suas residências. O presidente da entidade, Eyal Ostrinsky, já conversou com líderes comunitários locais para avaliar a situação.
"Muitos membros da comunidade passaram a noite no centro comunitário judaico, unidos diante da adversidade", relatou Ostrinsky, reafirmando o compromisso da organização com os judeus na diáspora em momentos críticos.
Organizações não governamentais se mobilizam
A IsraAID, principal ONG humanitária israelense, confirmou o envio de uma equipe especializada que atuará em áreas como saúde mental, primeiros socorros psicológicos e avaliação das necessidades básicas das populações afetadas. Os profissionais virão tanto da missão já em andamento na Colômbia quanto do time global de resposta a emergências.
Solidariedade internacional
Estados Unidos, China, Espanha e Brasil também manifestaram apoio ao governo venezuelano. O presidente americano, Donald Trump, classificou os abalos como "de proporções gigantescas" e afirmou que seu país está preparado para agir rapidamente. O governo chinês garantiu que fará o possível para auxiliar, enquanto o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, orientou sua equipe diplomática a avaliar formas de contribuição.
Tragédia em números
O terremoto de magnitude 7,2 foi seguido, menos de um minuto depois, por outro ainda mais forte, de 7,5 graus, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Os tremores ocorreram a cerca de 160 km a oeste de Caracas, na quarta-feira (24), causando destruição e deixando milhares de desabrigados.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e de Jerusalém Post


