A equipe da Samaritan's Purse reunida em oração em um dos centros de atendimento. (Foto: Reprodução/Samaritan's Purse)
Estruturas emergenciais em Bunia e Nyankunde somam 80 leitos; equipes oferecem desde suporte clínico até consolo espiritual, enquanto casos já ultrapassam a marca de mil infectados.
Diante da rápida propagação do Ebola na República Democrática do Congo, a organização Samaritan's Purse ativou duas unidades de saúde emergenciais para atender os doentes e amparar moralmente as populações abaladas pela epidemia.
Instaladas nos municípios de Bunia e Nyankunde, na província de Ituri — onde estão cerca de 90% das ocorrências confirmadas da enfermidade —, as instalações dispõem de 40 leitos cada e contam com profissionais habilitados para lidar com o grave quadro viral.
Franklin Graham, dirigente da entidade, destacou o cenário alarmante: o avanço do patógeno tem intensificado o receio e a instabilidade social. Ele explicou que os novos postos não só servirão para isolar e prestar cuidados aos contaminados, mas também representam um sinal de alento para núcleos familiares e coletividades que enfrentam o luto e o pânico. Além da parte médica, os voluntários têm realizado atividades de aconselhamento espiritual, com momentos de prece e transmissão de mensagens de fé.
Apelo à intercessão coletiva
Com décadas de presença no território congolês, a missão mobilizou 65 agentes para reforçar o enfrentamento ao surto. As frentes de trabalho incluem capacitações sobre saneamento básico, palestras educativas e recomendações de conduta para evitar o contágio. Graham assegurou que os esforços não serão interrompidos, enfatizando que a meta é demonstrar, na prática, que ninguém está desprotegido.
Até agora, mais de 14 mil nativos foram impactados pelos programas de esclarecimento. A instituição também espalhou diversas estações para higienização das mãos com o intuito de frear a cadeia de transmissão. Para resguardar os atuantes na linha de frente, foram enviadas toneladas de vestimentas de proteção e insumos hospitalares via operação aérea, que somou 12 voos carregados com mantimentos.
Diante do registro de mais de mil infecções, o líder fez um pedido veemente às igrejas: que orem pelo cessar da epidemia e pela segurança dos cooperantes que se sacrificam em nome do auxílio ao próximo.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e Samaritan's Purse


