Cristãos durante culto adorando a Deus em igreja queimada na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/Portas Abertas)
Mais de 170 fiéis foram levados por extremistas em ataques coordenados a três igrejas no norte da Nigéria; governador confirma soltura, mas não detalha negociação
Na última quinta-feira (5), o governador do estado de Kaduna, Uba Sani, confirmou a libertação das vítimas, conforme divulgado pela AP News. Sem entrar em detalhes sobre a ação, a falta de transparência levou analistas a especularem que o pagamento de resgates pode ter sido a via utilizada pelas autoridades para garantir a soltura do grupo.
Os sequestrados, mais de 170 cristãos, foram levados por criminosos armados durante ataques coordenados a três templos em Kaduna: a Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA), a igreja Querubins e Serafins e uma paróquia católica. O caso, ocorrido em janeiro, está entre os mais recentes episódios de sequestros em massa registrados na Nigéria, país que enfrenta crescente instabilidade promovida por grupos extremistas.
Essas ações violentas têm sido atribuídas, em grande parte, a milícias de etnia fulani, predominantemente muçulmanas, que atuam principalmente no norte e no centro da Nigéria, aterrorizando comunidades cristãs e utilizando sequestros como fonte de financiamento.
Em dezembro de 2025, os Estados Unidos realizaram bombardeios no estado de Sokoto contra uma facção vinculada ao Estado Islâmico na região.
Dados da Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada em janeiro pela Missão Portas Abertas, colocam a Nigéria na 5ª posição entre os países que mais perseguem cristãos. O país também segue como o mais perigoso para essa população: das 4.849 mortes de cristãos no mundo por motivação religiosa entre outubro de 2024 e setembro de 2025, 3.490 ocorreram em território nigeriano. O número representa crescimento em relação às 3.100 vítimas do período anterior e equivale a 72% do total global.
FONTE: Kadoshwr com informações de portas abertas

