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Nigéria responde por mais de 70% das mortes de cristãos no mundo

Publicada em: 07/02/2026 09:07 -

Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas).

 

Com 3.490 vítimas, o país se mantém como o mais letal para os fiéis, segundo relatório


De acordo com o relatório da Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgado pela Missão Portas Abertas em janeiro, a Nigéria continua a ser o país onde mais cristãos são mortos por motivos relacionados à sua fé. No período entre outubro de 2024 e setembro de 2025, do total de 4.849 cristãos mortos no mundo, 3.490 eram nigerianos — o que representa 72% das mortes e um aumento em relação ao ano anterior.

 

A organização atribui essa violência a uma combinação de fatores, incluindo tensões étnico-religiosas, crime organizado, a fragilidade do governo e a ação de grupos armados como o Boko Haram. Essas condições deixam as comunidades cristãs expostas a assassinatos, sequestros, violência sexual, trabalho forçado e destruição de propriedades.

 

O relatório também aponta um agravamento global da perseguição religiosa, que agora atinge nível extremo em 15 países, afetando mais de 388 milhões de cristãos em todo o mundo. Como consequência, tem aumentado o número de igrejas que passam a operar secretamente, especialmente em nações como a Argélia, onde todas as igrejas protestantes foram oficialmente fechadas e até reuniões online têm sido monitoradas e interrompidas.

 

Na China, novas regulamentações religiosas proíbem práticas como evangelismo online direcionado a jovens, transmissões ao vivo, pedidos de doação e até aplicativos bíblicos.

 

A região da África Subsaariana concentra os três países com os níveis mais altos de violência contra cristãos: Sudão, Nigéria e Mali. De acordo com a Portas Abertas, a fragilidade dos governos locais — agravada por conflitos e falta de recursos — permite que grupos extremistas ajam com impunidade.

 

A Síria também registrou aumento preocupante na perseguição, especialmente após a tomada de poder pelo grupo jihadista Hay’at Tahrir al-Sham no final de 2024 e a implementação da sharia na constituição interina de 2025, o que tem pressionado cristãos em todos os aspectos da vida.

FONTE: Kadoshwr, COM INFORMAÇÕES DE PORTAS ABERTAS

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