População foge em desespero após terremoto de 7,7 na Indonésia
Reprodução X/Terremoto na Indonésia
Abalo sísmico neste sábado causou pânico, danos a construções e levou à evacuação de hospitais; alerta de tsunami foi acionado e depois cancelado.
As autoridades confirmaram que o forte abalo sísmico de 7,7 graus na escala Richter que sacudiu a ilha indonésia de Flores neste sábado (15) resultou em pelo menos 38 óbitos. O balanço parcial também contabiliza dois indivíduos em estado grave e outros onze com lesões de menor gravidade.
De acordo com o levantamento governamental, a infraestrutura local sofreu avarias significativas, levando cerca de 2 mil moradores a deixarem seus lares. Dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam que aproximadamente 1,5 milhão de indivíduos residem em regiões atingidas pelas fortes vibrações.
Embora um aviso de tsunami tenha sido temporariamente ativado, ele foi posteriormente revogado. O epicentro do fenômeno foi localizado a uma profundidade de 10 km, distando cerca de 70 km do município de Ende, situado no centro da ilha. Réplicas sísmicas já foram registradas, com uma delas alcançando 6,1 de intensidade.
O comandante da polícia regional, Rudi Darmoko, informou que os cortes de eletricidade nas localidades afetadas estão atrapalhando a troca de informações e os trabalhos de salvamento. "Ainda estamos apurando os relatos de estragos e feridos, porém as falhas de comunicação são um entrave", declarou. Além disso, os deslizamentos de terra decorrentes do tremor interditaram uma via asfaltada de aproximadamente 700 quilômetros que corta a Ilha de Flores.
O pânico tomou conta da população. No Seminário Maior São Pedro, em Sikka, os alunos que assistiam à missa matinal fugiram desesperados quando o telhado do salão desabou, conforme relatou o reitor, reverendo Guidelbertus Tanga. Tanga acrescentou que um sacerdote acabou fraturando uma das pernas ao saltar do segundo pavimento de uma edificação durante o sismo.
Emissoras de TV locais divulgaram imagens da retirada preventiva de pacientes de diversas unidades hospitalares. A equipe médica realocou macas, suportes intravenosos e cilindros de oxigênio para pátios externos, improvisando postos de socorro emergenciais diante da crise. Para reforçar a logística e as operações de resposta à calamidade, a Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres acionou uma aeronave de asa rotativa, visando facilitar eventuais novas remoções de moradores. O suporte aéreo é tido como essencial, tendo em vista a geografia arquipelágica do local, que apresenta enormes obstáculos logísticos e de deslocamento.
A ilha integra a província de Nusa Tenggara Oriental. Enquanto a porção ocidental abriga o polo turístico de Labuan Bajo — famoso por ser porta de entrada para o Parque Nacional de Komodo e seus dragões de cerca de dois metros —, a área central, nas proximidades de Ende, é mais isolada e carece de estrutura para visitantes.
A Indonésia, composta por mais de 17 mil ilhas como Flores, situa-se no Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona de elevada atividade sísmica e vulcânica. Em contraposição, abalos dessa magnitude são pouco frequentes em território brasileiro, apesar de já terem ocorrido ao longo de sua história. Como precedente, um sismo de 7,5 graus em 2018 provocou um tsunami devastador nas costas orientais do país, além de causar a liquefação do solo em Palu, que engoliu bairros inteiros sob lama. Na ocasião, o trágico evento vitimou mais de 4,4 mil pessoas.
FONTE: Kadoshwr com informações do IG Último Segundo por Deutsch Welle



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