Forte terremoto de magnitude 7,4 atinge a Colômbia e assusta Bogotá
Reprodução Redes Sociais - Destruição em Manizales, na Colômbia, após terremoto
Abalo deixa feridos e causa rachaduras em catedral; medições de magnitude oscilam entre 7.2 e 7.4, e autoridades ainda contabilizam os estragos.
Na última segunda-feira (10), a Colômbia foi abalada por um intenso sismo, cujos efeitos se espalharam por diversas cidades do país, chegando com força à capital, Bogotá. De acordo com os boletins oficiais, o fenômeno forçou a evacuação emergencial de edifícios e já resultou em vítimas e prejuízos materiais em várias regiões.
Os centros de monitoramento sísmico internacionais ainda divergem quanto à força exata do evento. Enquanto o agência europeia EMSC estima o tremor em 7.2, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e a entidade colombiana apontam 7.4, ressalvando que os índices podem ser recalibrados à medida que novos dados dos sismógrafos forem processados.
O epicentro foi registrado nas cercanias de San José del Palmar, no departamento de Chocó, na porção oeste do país. Embora o ponto fique a aproximadamente 565 quilômetros de Bogotá e distante de outros grandes centros como Medellín e Cali, a potência do abalo foi suficiente para causar pânico na capital, onde sirenes de emergência foram disparadas e moradores saíram às ruas ao notarem a oscilação das construções.
A trepidação também atravessou fronteiras, sendo percebida por moradores do Equador e da Venezuela, conforme relatos compartilhados após o ocorrido. As equipes de resgate seguem em campo para mapear a totalidade dos danos e consolidar o número exato de feridos.
Danos estruturais e cenário de apreensão
A governadora de Chocó, Nubia Carolina Córdoba Curi, usou suas redes sociais para descrever a situação como de "destruição significativa", confirmando que há pessoas lesionadas, embora sem detalhar uma contagem oficial até o momento. Em Manizales, uma das cidades afetadas, a estrutura da Catedral Basílica Metropolitana sofreu avarias. A região do Eixo Cafeeiro vivenciou os efeitos do tremor com intensidade, e em Bogotá, a preocupação com possíveis réplicas levou a população a se manter em alerta, abandonando os prédios preventivamente.
A profundidade do sismo também é motivo de discrepância entre as agências – 107 quilômetros pelo USGS ante 95 quilômetros pela EMSC. Essa variação, segundo especialistas, é um dos fatores que explicam a diferença nos impactos observados em localidades com distâncias semelhantes do epicentro.
Por que os números da magnitude mudam?
É recorrente que um mesmo terremoto exiba valores distintos nas primeiras divulgações. Isso ocorre porque cada rede de monitoramento opera com estações e metodologias particulares para calcular a liberação de energia, e os números são refinados à medida que novas ondas sísmicas são interpretadas – exatamente o que está em curso com o evento desta segunda.
Vale destacar a diferença entre magnitude (energia liberada na origem) e intensidade (efeitos e percepção em cada local). A famosa escala Richter, criada na década de 1930, foi substituída por medições mais precisas para grandes abalos, como a magnitude de momento (Mw), que leva em conta a área da falha rompida e o deslocamento das rochas.
Em termos gerais, a classificação sísmica funciona como referência: abaixo de 3 são imperceptíveis; de 3 a 3.9, leves; de 4 a 4.9, sentidos com danos menores; de 5 a 5.9, moderados; de 6 a 6.9, fortes; e acima de 7, como o atual, são considerados de grande porte com enorme potencial destrutivo. Contudo, os estragos reais sempre dependerão da combinação entre profundidade, distância, tipo de solo e a qualidade das construções locais.
FONTE: Kadoshwr com informações do IG Último Segundo por Nathalia Fontes



Comentários