Curva de juros abre em baixa com petróleo em queda e yields externos em declínio
Mercado espera corte de 0,25 p.p. na Selic. - Foto: Divulgação
Vencimentos para 2031 recuam mais de 10 pontos-base; mercado já precifica integralmente corte de 0,25 ponto da Selic, mas debate sobre o ritmo futuro do Copom ganha fôlego.
O primeiro pregão de agosto registrou um movimento de inclinação reduzida na curva de juros futura. Os contratos de curto prazo operaram com pequenas baixas, enquanto as taxas para os vértices mais longos despencaram mais de 10 pontos-base. Na semana que antecede a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa dominante segue sendo uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, já totalmente assimilada pelas cotações. Nos debates entre investidores e analistas, o foco está na margem para novos cortes nas decisões seguintes do colegiado.
Segundo José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, apesar de o boletim Focus indicar apenas mais uma redução adiante, a curva já embute dois novos afrouxamentos. Ele pondera, porém, que a concretização desse cenário dependerá da eventual ruptura de patamares críticos de suporte no câmbio e nos valores do barril de petróleo.
No campo doméstico, profissionais ouvidos pelo Broadcast ressaltam que o mercado tem monitorado com mais atenção a evolução das pesquisas de intenção de voto do que o conteúdo das falas dos candidatos. O recuo mais acentuado na ponta longa reflete a forte queda das cotações do petróleo, a deterioração dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a expectativa de um alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Por volta das 11h47, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 operava com taxa de 13,785%, ante 13,795% do ajuste de sexta-feira. No mesmo horário, o DI com vencimento em janeiro de 2031 projetava 14,23%, contra 14,38% do pregão anterior.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo – Economia, Paula Dias



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