Pesquisa revela que 69% dos eleitores apoiam o fim da escala 6x1. - Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Levantamento também revela opiniões sobre o Desenrola 2.0 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 15, aponta que 69% dos entrevistados se mostraram a favor da extinção da jornada de trabalho 6×1. Em contrapartida, 22% manifestaram posição contrária à redução da carga horária semanal. Outros 4% declararam não ter opinião definida sobre o assunto, enquanto 5% preferiram não responder ou não souberam opinar.
Quando indagados sobre como utilizariam o tempo livre caso a jornada fosse reduzida, 53% responderam que dedicariam mais horas ao descanso e à convivência familiar. Outros 13% afirmaram que buscariam uma fonte de renda extra nesse período, e 12% disseram que aproveitariam para investir em estudos.
Sobre a possibilidade de trabalhar menos horas por semana com a aprovação do fim da escala 6×1, metade dos ouvidos (50%) acredita que isso ocorreria, enquanto 45% discordam dessa expectativa. Os 5% restantes não souberam ou não quiseram opinar.
Desenrola 2.0
O levantamento também avaliou o conhecimento e a percepção da população sobre o Desenrola 2.0, programa lançado em maio pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Do total de entrevistados, 66% afirmaram conhecer a iniciativa, enquanto 34% disseram nunca ter ouvido falar.
A avaliação da medida divide opiniões: 55% consideram o programa uma boa ideia; 21% enxergam como uma iniciativa negativa; e 20% a classificam como algo que "ajuda um pouco".
Para a grande maioria (87%), a medida não trouxe benefícios diretos às suas famílias. Apenas 12% relataram ter sido impactados positivamente.
Entre aqueles que se disseram beneficiados, 35% afirmaram que a renda familiar cresceu de forma significativa com o Novo Desenrola. Por outro lado, 33% disseram não ter notado qualquer mudança em suas finanças, e 31% perceberam um aumento, mas consideram o impacto pequeno.
Em relação ao endividamento pessoal, 47% dos eleitores declararam ter poucas dívidas; 21% assumem ter muitas pendências financeiras; e 31% disseram não possuir débitos. Apenas 1% não respondeu ou não soube informar.
Isenção do Imposto de Renda
A pesquisa revelou ainda que 65% dos eleitores não foram contemplados pela isenção do Imposto de Renda para faixa salarial de até R$ 5 mil. Em contrapartida, 32% afirmaram ter sido beneficiados pela medida do governo Lula. Os 3% restantes não souberam ou preferiram não se manifestar.
Entre os que foram alcançados pela isenção, 39% disseram não ter percebido diferença no orçamento; 35% observaram um aumento na renda, porém modesto; e 24% relataram uma melhora considerável em suas finanças. Apenas 2% não responderam ou não souberam opinar.
Metodologia
A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo – Economia, Gabriel de Sousa e Gabriel Máximo


