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Petróleo dispara com renovação de ataques entre Israel e Irã e fecha em alta

Publicada em: 09/06/2026 07:17 -

Petróleo dispara e beira US$ 100 após retomada de confrontos entre Israel e Irã | Jovem Pan - Foto: Google Images/Jovem Pan

 

Tensão no Oriente Médio levou o barril do WTI a encostar nos US$ 98 durante o pregão; Brent ultrapassou US$ 94 e analistas já projetam preços entre US$ 100 e US$ 110.

 

O barril de petróleo encerrou a segunda-feira (8) em valorização, depois de atingir a máxima de US$ 98 no decorrer do dia, com o mercado reagindo à nova escalada de hostilidades entre Israel e Irã após dois meses de relativa calma.

 

Na Nymex, o WTI para julho avançou 0,84% (US$ 0,76), fechando a US$ 91,30. Já o Brent com vencimento em agosto, negociado na ICE de Londres, subiu 1,25% (US$ 1,16), para US$ 94,25. A troca de ataques entre os dois países, retomada nesta segunda, fez os preços saltarem quase 5% ainda nas primeiras horas da manhã.

 

Teerã acusou Washington de envolvimento direto na ofensiva israelense e afirmou que os EUA serão responsabilizados por qualquer piora no cenário regional. Como resposta, o Irã suspendeu as operações nos principais aeroportos da capital.

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou uma pausa temporária nos ataques ao Irã, mas destacou que o grupo Hezbollah e o país persa estão “mais frágeis do que nunca” e que o conflito ainda não terminou. A imprensa local atribuiu a trégua a um pedido do presidente americano, Donald Trump, que declarou estar em andamento negociações para um cessar-fogo e afirmou que as conversas entre EUA e Irã para um acordo definitivo estavam evoluindo.

 

Diante do prolongamento do conflito, a agência Fitch Ratings elevou a perspectiva global do setor de petróleo e gás de neutra para positiva para 2026. A consultoria prevê que o Brent oscile entre US$ 100 e US$ 110 por barril em junho e julho, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. No domingo, a Opep+ decidiu ampliar a oferta em aproximadamente 188 mil barris diários em julho — o quarto aumento mensal consecutivo.

 

Analistas do Goldman Sachs estimam que a crise no Estreito de Ormuz já provocou uma destruição de demanda global de 4 a 5 milhões de barris por dia em abril, o que representa uma queda de 4% a 5% no consumo mundial em relação a um cenário sem tensões.

 

FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo – Economia, Darlan de Azevedo

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