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EUA e Irã iniciam nova rodada de negociações indiretas em meio a tensões militares e ameaças de escalada

Publicada em: 26/02/2026 20:28 -

Comunhao-míssel - Foto: Divulgação/Divulgação/ Agência Lusa

 

Encontro em Genebra é visto como chance para a diplomacia; Teerã reafirma direito ao enriquecimento de urânio, enquanto Washington condiciona acordo a avanços em programa nuclear e mísseis balísticos.


A terceira rodada de negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã teve início nesta quinta-feira (26) em Genebra, com foco no programa nuclear iraniano. O encontro é considerado um dos últimos caminhos possíveis para uma solução diplomática, num momento em que os EUA intensificam sua presença militar no Oriente Médio com o envio de aeronaves e embarcações de guerra.

 

O governo de Donald Trump demonstra interesse em firmar um acordo que imponha limites às atividades nucleares do Irã. A avaliação em Washington é que as atuais dificuldades internas do país, marcadas por recentes manifestações populares, podem representar uma oportunidade para avançar nas tratativas. Por outro lado, o Irã reafirma sua disposição de manter o enriquecimento de urânio, mesmo diante dos prejuízos provocados por bombardeios ordenados por Trump em junho, que atingiram três complexos nucleares durante um conflito de 12 dias no ano passado.

 

Fontes iranianas alertaram que, em caso de ataque militar dos EUA, bases norte-americanas na região podem se tornar alvos legítimos. Também houve ameaças diretas a Israel, aumentando o risco de uma escalada regional. O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, declarou que "um conflito desse tipo não traria vitória a nenhum dos lados — seria uma guerra devastadora".

 

Araghchi tem conduzido as conversas com Steve Witkoff, enviado especial de Trump, por meio da mediação de Omã. De acordo com a agência ISNA, as discussões partiram de propostas iranianas elaboradas com base em entendimentos alcançados no encontro anterior. Imagens mostraram Witkoff e Jared Kushner reunidos com representantes de Omã no início das negociações.


Desde os confrontos de junho, Trump passou a defender o fim completo do enriquecimento de urânio pelo Irã, além da inclusão do programa de mísseis balísticos e do apoio a grupos armados na agenda de negociação. Já o Irã sustenta que o diálogo deve se limitar à questão nuclear.

 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o Irã "constantemente tenta recompor partes" de seu programa atômico. Embora Teerã afirme não ter enriquecido urânio desde junho, o país impediu o acesso de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às regiões bombardeadas. Antes dos ataques, o Irã enriquecia urânio a 60%, aproximando-se dos 90% necessários para fins bélicos.


FONTE: Kadoshwr com informações da assoviares press

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