Khamenei.ir/reprodução Líder supremo iraniano, Ali Khamenei
Fontes israelenses afirmam que aiatolá Ali Khamenei não teria sobrevivido à ofensiva desta madrugada; Teerã não se pronunciou oficialmente e paradeiro do dirigente é desconhecido. Ação militar deixou mais de 200 mortos e provocou retaliação iraniana.
Circula na imprensa internacional a informação de que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, teria falecido neste sábado (28). A notícia, ainda não confirmada por canais oficiais, foi inicialmente divulgada por uma fonte israelense à agência Reuters. Desde o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, realizado na madrugada, o paradeiro do dirigente de 86 anos é desconhecido. De acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, as forças de seu país destruíram o complexo residencial de Khamenei durante a operação militar orquestrada com Washington.
Figura central na estrutura de poder do Irã, Khamenei acumula as funções de chefe de Estado e comandante-geral das Forças Armadas. Com mais de três décadas no cargo, ele é o líder com o mandato mais longo em todo o Oriente Médio, superado apenas pelo xá Mohammed Reza Pahlavi na história iraniana do século XX.
Ataque deixa mais de 200 mortos e provoca resposta militar
A ofensiva realizada por EUA e Israel no início da manhã deste sábado resultou em um saldo trágico. De acordo com informações da imprensa local, baseadas em dados da Sociedade do Crescente Vermelho, pelo menos 201 pessoas morreram e outras 747 ficaram feridas. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras localidades.
Em reação imediata, o Irã lançou mísseis contra território israelense e também alvejou bases norte-americanas espalhadas pelo Oriente Médio. O comando militar dos EUA, no entanto, afirmou que não houve baixas entre seus soldados e que os danos às suas instalações na região foram considerados "mínimos".
Décadas de tensão entre as nações
O episódio representa mais um capítulo na prolongada e volátil relação entre Estados Unidos e Irã, cujas raízes remontam ao período pós-Segunda Guerra Mundial. Desde a década de 1940, os dois países acumulam episódios de hostilidade, intercalados por breves momentos de trégua aparente. A escalada atual tem gerado ondas de comoção global, com manifestações pacifistas se espalhando por diferentes setores, incluindo o meio esportivo.
FONTE: Kadoshwr com informações último segundo


