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Brasil registra queda histórica nos casos de dengue em 2026, mas especialistas pedem vigilância contínua

Brasil registra queda histórica nos casos de dengue em 2026, mas especialistas pedem vigilância contínua

Dengue Imagem ilustrativa reprodução 


Brasil registra queda histórica nos casos de dengue em 2026, mas especialistas pedem vigilância contínua

 

País contabiliza 67% menos notificações da doença em relação ao mesmo período de 2025; nova vacina e mutirões de combate são apontados como principais fatores

 

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (11) dados que apontam uma redução expressiva nos casos de dengue em todo o território nacional. Entre janeiro e a primeira semana de fevereiro de 2026, foram notificados 89 mil casos prováveis da doença, número 67% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, quando o país enfrentava uma das piores epidemias de sua história.

 

A queda nos números é atribuída por especialistas à ampla campanha de vacinação iniciada ainda em 2025, que já alcançou 78% do público-alvo entre 6 e 16 anos, além da expansão do imunizante para adultos acima de 60 anos em regiões endêmicas. Somam-se a isso os mutirões de agentes comunitários que vistoriaram mais de 5 milhões de imóveis em todo o país desde outubro do ano passado.

 

Apesar do cenário positivo, a região Centro-Oeste ainda preocupa. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram aumento de 12% nos casos em relação à média histórica para o período, embora os números estejam muito abaixo do pico observado em 2024. Em Goiânia, a prefeitura decretou situação de atenção e intensificou o fumacê em bairros com maior incidência.

 

Outro fator apontado como decisivo para a queda foi a integração de sistemas de inteligência artificial no monitoramento de focos do Aedes aegypti. Desde setembro de 2025, 247 cidades brasileiras utilizam plataformas que cruzam dados climáticos, geográficos e epidemiológicos para antecipar surtos e direcionar ações preventivas.

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) classificou os resultados brasileiros como "exemplares" e estuda a possibilidade de recomendar estratégias semelhantes a outros países sul-americanos que enfrentam alta incidência da doença.

 

Para infectologistas, no entanto, a redução não elimina riscos futuros. "O histórico da dengue nos ensina que relaxamento na prevenção significa novo aumento no ano seguinte", alerta o pesquisador Cláudio Torres, da Fiocruz. "Precisamos tratar o combate à dengue como política de Estado permanente."

 

O Ministério da Saúde reforça que a população deve manter rotinas como verificar caixas d'água, limpar calhas e colocar areia nos vasos de plantas. Denúncias de possíveis criadouros podem ser feitas pelo aplicativo Vigia Saúde Unificado, que em janeiro deste ano registrou 340 mil notificações de cidadãos.

FONTE: Kadoshwr 

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