Copiloto confessa plano de derrubar avião contra aeroporto em Israel
Ataque teria sido planejado durante meses e foi interrompido após o comandante, mesmo ferido, conseguir abrir a porta da cabine; passageiros ajudaram a conter o agressor.
O copiloto Hamam al-Hammami confessou às autoridades que pretendia tomar o controle de um avião da companhia Flydubai e fazê-lo colidir contra o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, Israel.
Segundo o depoimento aos investigadores, o plano era atacar e retirar o comandante da cabine, assumir os comandos e seguir normalmente até o destino. Ao chegar ao aeroporto, ele pretendia provocar uma colisão da aeronave contra um prédio ou outro avião.
De acordo com as investigações, Hamam aguardou o momento em que o avião sobrevoava a Jordânia, na última quarta-feira (30), para atacar o piloto e tentar assumir o controle da cabine.
O ataque, porém, não saiu como planejado. Mesmo depois de ser esfaqueado pelo copiloto, o capitão Smit Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine. Ao perceberem a situação, passageiros israelenses reagiram e ajudaram a imobilizar Hamam.
Dois pilotos que estavam de folga assumiram os comandos da aeronave e realizaram um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita. Mais de dez horas depois, os passageiros conseguiram chegar em segurança ao Aeroporto Internacional Ben Gurion.
Durante o desembarque, alguns passageiros relataram estar profundamente emocionados e disseram acreditar que haviam vivido um verdadeiro milagre.
Plano teria sido preparado durante meses
Durante o interrogatório, Hamam afirmou que vinha planejando o ataque havia meses. Ele teria escolhido trabalhar na Flydubai justamente por ser uma companhia que realiza voos para Tel Aviv e também teria visitado o Aeroporto Ben Gurion diversas vezes.
O copiloto contou aos investigadores que sua intenção de realizar o atentado surgiu antes mesmo de ser contratado pela companhia aérea.
Inicialmente, ele pretendia colocar o plano em prática em julho, mas desistiu naquela ocasião porque um amigo fazia parte da tripulação do voo.
Hamam permanece detido e é interrogado nos Emirados Árabes Unidos. Caso seja condenado, poderá receber pena de morte. Autoridades de inteligência de Israel também devem participar dos interrogatórios.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e The Times Israel



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