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Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais de 2026

Flávio liderou o primeiro turno com 55,7 milhões de votos, contra 53,1 milhões de Lula; nenhum alcançou maioria absoluta, e a decisão será em 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais de 2026
Flávio Bolsonaro e Lula disputam segundo turno das eleições de 2026. - Foto: Paulo Pinto e Fernando Frazão/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentarão na segunda rodada da eleição presidencial de 2026, prevista para 25 de outubro. O encerramento da apuração do primeiro turno colocou Flávio em primeiro lugar, com 55.794.139 votos, e Lula em segundo, com 53.155.569. A vantagem do candidato do PL foi de cerca de 2,64 milhões de votos. Como nenhum dos dois atingiu mais da metade dos votos válidos, a disputa foi prorrogada para um novo turno.

 

O bom desempenho de Flávio se apoiou sobretudo em estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, enquanto Lula conservou uma base mais sólida no Nordeste e em parte do Norte. O panorama por estado auxilia na compreensão da diferença no plano nacional. Antes da votação, levantamentos reunidos pelo Poder360 mostravam Flávio à frente em 12 Estados, entre eles São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ao passo que Lula liderava em outros 12, principalmente no Nordeste e em parte do Norte.

 

Dentre os maiores colégios eleitorais, São Paulo foi um dos principais responsáveis pela votação de Flávio. O candidato do PL obteve mais de 12,7 milhões de votos válidos no Estado, ante aproximadamente 9,4 milhões de Lula. No Rio de Janeiro, Estado de origem política de Flávio, a diferença também foi grande: cerca de 4,9 milhões de votos para o candidato do PL, contra 3,7 milhões para Lula. Em Minas Gerais, outro território decisivo para a eleição nacional, Flávio também ficou à frente na apuração, com cerca de 5,67 milhões de votos, contra 5,04 milhões do petista.

 

O Nordeste, por sua vez, seguiu como principal reduto eleitoral de Lula. A região já se destacava como o principal ponto de apoio do petista nas pesquisas feitas antes da votação. No levantamento Datafolha divulgado na véspera do primeiro turno, Lula tinha vantagem de 55% a 25% sobre Flávio entre os eleitores nordestinos. O mesmo estudo indicava Flávio à frente no Sul, por 47% a 31%. A pesquisa também mostrava vantagem do candidato do PL entre os evangélicos, enquanto Lula se saía melhor entre os católicos.

 

A comparação entre as pesquisas e o resultado das urnas revela uma mudança relevante no retrato final da disputa. O Datafolha, divulgado em 3 de outubro, apontava Lula com 45% dos votos válidos, contra 42% de Flávio. A Quaest, também na véspera, estimava 46% para Lula e 45% para Flávio. Já a AtlasIntel calculava 46,7% para o petista e 43,8% para o candidato do PL. A pesquisa CNT/MDA era ainda mais favorável a Lula, com 47,8% contra 42,1% nos votos válidos.

 

Nas urnas, no entanto, Flávio terminou à frente. Considerando os votos válidos, o candidato do PL ficou perto de 47,2%, enquanto Lula chegou a aproximadamente 45%. Isso significa que a votação efetiva foi mais favorável a Flávio do que indicavam alguns dos principais levantamentos divulgados na reta final. O resultado também confirma que a distância entre os dois candidatos era menor do que a observada em pesquisas realizadas algumas semanas antes. No Datafolha de 28 de setembro, por exemplo, Lula tinha 43% dos votos válidos, contra 39% de Flávio.

 

Outro dado importante está no tamanho absoluto do eleitorado mobilizado pelos dois candidatos. Somados, Flávio e Lula ultrapassaram 108,9 milhões de votos, concentrando a maior parte dos votos válidos da eleição. O terceiro colocado, Augusto Cury (Avante), recebeu pouco mais de 3,4 milhões de votos, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado ficaram na faixa de pouco mais de 2,5 milhões cada. A diferença entre o segundo colocado e os demais candidatos deixa claro que o segundo turno será novamente uma disputa concentrada entre os dois nomes que dominaram a corrida presidencial.

 

O resultado abre agora uma nova fase da eleição, na qual ganha peso a disputa pelos votos dos demais candidatos e pelos eleitores que não participaram da polarização entre PT e PL. Também será relevante acompanhar o comportamento regional: Lula terá de preservar a vantagem construída no Nordeste e buscar maior competitividade nos grandes colégios eleitorais do Sudeste, enquanto Flávio parte de uma votação expressiva no Sul, Sudeste e Centro-Oeste e precisará ampliar sua presença eleitoral em regiões nas quais o petista terminou à frente. A campanha para o segundo turno começa, portanto, com dois candidatos que chegam à nova votação separados por milhões de votos, mas com bases eleitorais geograficamente bastante distintas.

FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão por Cristiano Stefenoni 

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