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Professor de Oxford adverte que a IA pode afastar cristãos da leitura da Bíblia

John Lennox afirma que a tecnologia traz avanços, mas pode se tornar perigosa e criar uma geração espiritualmente faminta; ele defende leitura, estudo e meditação das Escrituras em oração.

Professor de Oxford adverte que a IA pode afastar cristãos da leitura da Bíblia

John Lennox alertou sobre os riscos do uso da IA para o estudo da Bíblia. (Foto: Ilustração/Unsplash/Zulfugar Karimov)

 

O matemático, professor de Oxford e cristão John Lennox fez um alerta sobre o avanço da inteligência artificial (IA) e seu impacto sobre os cristãos. Durante uma conversa com o também professor Wes Huff na 10ª Conferência Anual Sing!, nos Estados Unidos, ele disse que a IA pode levar uma geração a deixar de lado a leitura da Bíblia. Segundo Lennox, uma tecnologia criada para ajudar pode acabar se tornando “muito perigosa”.

 

Os dois discutiram os desafios de ler e estudar as Escrituras em uma cultura cada vez mais conectada à tecnologia. Lennox reconheceu que a IA tem benefícios importantes, como na medicina e na tradução da Bíblia. Sua preocupação, porém, está nos hábitos de leitura, especialmente entre os jovens.

 

Para ele, um dos efeitos negativos é a queda acelerada da leitura nessa faixa etária. Muitos jovens se perguntam por que ler se a IA pode oferecer respostas imediatas. Lennox alertou que, se crianças e jovens não forem incentivados a ler, enfrentarão uma espécie de fome espiritual. Se a leitura diminuir, a leitura da Bíblia também diminuirá, e os cristãos não prosperarão.

 

“Seria uma tragédia se os crentes negligenciassem a Bíblia”

 

Lennox destacou que a Bíblia é essencial para que os cristãos conheçam e defendam a fé. Por isso, afirmou que os fiéis precisam ler, estudar e meditar nas Escrituras em oração. Se não fizerem isso, disse ele, a Igreja ficará indefesa. Ele considerou uma tragédia que os crentes abandonem a Bíblia por causa da IA.

 

Wes Huff também alertou que a inteligência artificial pode se tornar um “novo intermediário” entre as pessoas e a Bíblia. Ele comparou a situação atual ao período da Reforma, quando se lutou para que as Escrituras chegassem diretamente às mãos do povo. Hoje, mesmo com muitas traduções disponíveis, Huff se preocupa com cristãos que preferem resumos feitos por IA em vez de ler e meditar na Palavra de Deus. Para ele, há uma confusão entre os mecanismos que fornecem informação e a verdadeira meditação, leitura e estudo profundo das Escrituras.

 

Apesar dos alertas, ambos ressaltaram que a tecnologia não deve ser vista apenas como boa ou ruim. Lennox comparou a IA a uma faca afiada: pode ser usada em uma cirurgia para salvar uma vida, mas também para matar. Ele citou como possibilidade positiva o uso da IA para traduzir Bíblias. Mesmo assim, reforçou que uma ferramenta útil pode se tornar “muito perigosa”.

 

Lennox também defendeu que cristãos sérios se envolvam na pesquisa em IA, para aplicar princípios bíblicos e éticos ao desenvolvimento da tecnologia. Ele ainda alertou que a IA não deve ser tratada como se tivesse consciência humana. Ela simula aspectos da inteligência humana, mas não possui as qualidades exclusivas de quem foi criado à imagem de Deus. Segundo ele, o perigo está no fato de a IA ser feita à imagem humana, por pessoas com falhas de pensamento.

 

“A verdadeira esperança”

 

Na conversa, Lennox e Huff também falaram sobre a busca dos jovens por significado, identidade, esperança, justiça e propósito. Lennox contou que, ao longo de sua carreira, percebeu uma mudança nas perguntas das novas gerações. Além das dúvidas sobre ciência e fé, questões existenciais ganharam mais destaque. Para ele, a fé cristã responde a essas questões ao mostrar o valor e a dignidade do ser humano como alguém criado por Deus.

 

Questionado sobre como os cristãos podem falar da fé em uma sociedade cada vez mais cética e distraída, Lennox aconselhou a serem bons ouvintes. Ele recomendou interagir com as pessoas por meio de perguntas, ouvir suas preocupações e descobrir de onde vêm. Também disse que é importante ser honesto quando não se sabe alguma resposta, dizendo: “Não sei, mas vou pesquisar”.

 

Lennox acrescentou que os cristãos precisam pensar não apenas no futuro da IA e da tecnologia, mas no futuro definitivo e na promessa central da fé cristã: Jesus voltará. Refletindo sobre a orientação do apóstolo Paulo aos tessalonicenses de se converterem a Deus, deixando os ídolos, ele alertou que os ídolos modernos também podem incluir sistemas de IA que preenchem a vida e controlam a mente.

 

Por fim, Lennox concluiu que a grande promessa é que Jesus voltará. Essa é a verdadeira esperança. Por isso, disse ele, os cristãos não devem se envergonhar dessa mensagem.

FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e Christian Today 

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