Diante da crise no STF, líderes cristãos dizem: “Precisamos orar pelo Brasil”
Sessão extraordinária sobre o caso Banco Master revelou divisões na Corte e provocou reação de líderes cristãos, que convocam oração e posicionamento
Ministros durante sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada em 15 de setembro de 2026. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
Na terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) promoveu uma sessão plenária fora do calendário habitual para tratar dos procedimentos ligados a uma eventual investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A discussão partiu de informações reunidas pela Polícia Federal no caso Banco Master.
O tema ganhou destaque depois que André Mendonça suspendeu o sigilo de um relatório contendo mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que, supostamente, teriam Moraes como destinatário.
Depois de mais de cinco horas de debates, marcados por posições divergentes e troca de críticas entre os ministros, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Flávio Dino. Não houve decisão conclusiva. Apesar de o foco inicial ser a discussão de questões processuais, a sessão acabou evidenciando rachas internos no tribunal e teve grande repercussão nacional.
Líderes cristãos reagem e pedem que a Igreja não se omita
Nas redes sociais, pastores e lideranças cristãs manifestaram indignação com o que viram durante a sessão do STF. Além de criticarem a Corte, eles defenderam que os cristãos não fiquem passivos diante dos rumos do País.
O pastor Cláudio Duarte também comentou o momento envolvendo André Mendonça e enfatizou o poder da oração. Segundo ele, quem crê em Deus entende o que é colocar uma causa ou uma pessoa nas mãos do Senhor e pedir misericórdia. Lembrando episódios recentes da política brasileira, afirmou que Mendonça pedirá oração e contará com uma multidão intercedendo por ele, enquanto crescem a perseguição e as tentativas de desmoralizá-lo.
“Inversão de valores”
O pastor Filipe Duque Estrada, conhecido como pastor Lipão, também se pronunciou em seu Instagram. Em tom crítico, disse que o País vive uma inversão de valores, na qual a injustiça passa a ser chamada de justiça e críticas ao poder são tratadas como ameaça às instituições.
Para ele, o STF deveria proteger a Constituição, e não ser seu dono; deveria limitar o poder, e não governar sem voto. O líder da Igreja Onda Dura afirmou ainda que, quando aqueles que deveriam zelar pelas regras passam a interpretá-las conforme a conveniência, a democracia deixa de ser princípio e vira apenas discurso. Ele encerrou dizendo que o Brasil se transformou em um circo e pediu misericórdia a Deus.
“Deus é o justo Juiz e ouve oração”
Val Gonçalves, do movimento JesusCopy, contou ter acompanhado toda a sessão do STF e disse ter ficado muito triste com o que presenciou. Em meio a um período de oração e jejum, ela lembrou que, acima das autoridades humanas, está o governo de Deus.
Segundo Val, os ministros se esquecem de que há um trono acima do governo deles e um Juiz acima dos magistrados. Ela convocou os cristãos a intercederem pelo Brasil, destacando que Deus, o justo Juiz, ouve e responde à oração. Além da intercessão, defendeu que os cidadãos exerçam seus direitos e se posicionem democraticamente. Ao final, encorajou os cristãos a não perderem a esperança e afirmou que não desistirá do País, pois Deus está no trono e dará uma resposta, ainda que não seja agora nem como se espera.
“Não é hora de isenção”
O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, escreveu em seu Instagram que este não é o momento de os cristãos se omitirem diante da situação nacional. Para ele, o que se vê no Brasil é grave. Vargens afirmou que cristãos que deixam de se manifestar diante do que chamou de descalabro e de desmandos de uma “ditadura de toga” podem contribuir para que as consequências atinjam também as próximas gerações.
O pastor Elizeu Rodrigues, ligado à Assembleia de Deus, também se manifestou nas redes. Ele publicou uma foto em que Alexandre de Moraes e Flávio Dino aparecem sorrindo, enquanto André Mendonça está entre os dois, com expressão séria. Na legenda, comparou a situação dos três ministros após a sessão e declarou apoio a Mendonça, encerrando com um pedido de oração pelo “irmão”.
Oração e posicionamento
Antes mesmo da sessão no STF, o pastor Aluízio Silva, líder da Igreja Videira, já havia convocado os cristãos a orarem pelo ministro André Mendonça. Durante um culto, ele chamou a igreja à intercessão diante dos desafios enfrentados pelo País, unindo oração à necessidade de posicionamento dos cristãos. Segundo ele, quando o Brasil enfrenta tantas dificuldades, a resposta também precisa ser de oração, posicionamento e fé. Ele orou por transformação no Brasil e pediu que o Reino de Deus alcance todas as áreas da sociedade.
Sessão termina sem decisão
A sessão do STF, presidida por Edson Fachin, foi marcada por fortes divergências e discussões entre os ministros. Kássio Nunes Marques declarou-se impedido, e Dias Toffoli declarou-se suspeito, deixando de participar da votação.
Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela análise separada dos casos envolvendo Moraes e Mendonça. Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os processos fossem analisados em conjunto. Flávio Dino chegou a se posicionar pela reunião dos casos, mas pediu vista, suspendendo o julgamento antes de uma definição.
Durante a sessão, houve embates entre Moraes e Mendonça, críticas de Dino à condução de Fachin e discussões envolvendo Gilmar Mendes. Cármen Lúcia lamentou a crise e afirmou que o Supremo provocou um “mal-estar cívico” na população brasileira.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e STF E PODER 360



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