O culto foi interrompido por policiais armados no RS. (Foto: Reprodução/Facebook/Assembleianos de Valor)
Comunidade da Igreja Fonte de Água Viva alega perseguição religiosa após quarta denúncia de perturbação do sossego; pastor de 70 anos precisou deixar o altar para assinar um termo.
Militares portando armas de grosso calibre paralisaram uma celebração religiosa em São José do Norte (RS) no último domingo (5), provocando revolta entre os frequentadores e acalorados debates nas redes sociais. O flagrante, registrado em vídeo, mostra agentes da Brigada Militar adentrando o templo do bairro Carlos Santos após uma vizinha reclamar do volume do som.
De acordo com as informações, a guarnição foi acionada por volta do horário do culto. Nas imagens, é possível ver a moradora que formalizou a queixa recepcionando os policiais na porta, enquanto o líder religioso conduzia o louvor internamente com os demais presentes.
A fiel Vanessa, que gravou a abordagem, criticou duramente a atuação. "O pastor tem 70 anos e querem parar o culto, mas não vão conseguir, porque o sangue de Jesus tem poder. Isso é difamação", disparou. Ela também questionou a seletividade da fiscalização: "Tem gente que fica batucando até as 2 ou 3 da madrugada e ninguém faz nada. O idoso tem que sair do altar para atender ocorrência?", desabafou.
Em determinado momento, sem o uso do microfone, a pregação foi cortada quando um dos policiais solicitou que o ministro religioso o acompanhasse até a calçada. O pastor, visivelmente constrangido, indagou sobre a legalidade da intervenção: "O senhor não podia entrar aqui. Tem mandado para me pegar dentro da igreja?".
O religioso revelou que aquela já era a quarta reclamação oficial contra a congregação. Embora a Lei do Silêncio municipal regule os níveis de ruído em áreas residenciais, os membros da igreja sustentam que estão dentro da legalidade, com autorização para cultuar até as 22h. "Outras religiões e até um circo funcionam próximos sem sofrer qualquer restrição. Isso é perseguição contra a igreja", declarou outro cristão presente.
Ao final do procedimento, o pastor assinou um documento relativo à ocorrência. Até o momento, não há confirmação sobre a aplicação de multas ou sanções administrativas. "Pastor, o senhor não está sozinho. Tem uma igreja inteira e Deus ao seu lado", consolou Vanessa.
Com a viralização das imagens, internautas classificaram a ação como intolerância religiosa. O Apóstolo Estevam Hernandes também se manifestou nas redes: "Inadmissível. Precisamos nos posicionar para que a perseguição não alcance o nosso país", escreveu.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame


