Argentina vence Egito por 3 a 2 em virada histórica. - Foto: Instagram/@brfootball
Mesmo desperdiçando outra penalidade, Messi dá assistência e marca o empate; gol de cabeça de Enzo Fernández nos acréscimos decreta a classificação às quartas em Atlanta.
Na última terça-feira (7), em Atlanta, os atuais campeões mundiais protagonizaram uma reviravolta espetacular para derrotar o Egito por 3 a 2 nas oitavas de final, mantendo vivo o objetivo de conquistar o tetracampeonato e igualar as marcas de Itália e Alemanha.
Lionel Messi, herói do triunfo no Catar em 2022, falhou na cobrança de pênalti pela segunda vez nesta edição, mas ainda assim foi peça-chave na reação argentina. Ele deu o passe para o zagueiro Cristian Romero diminuir a vantagem egípcia (que abrira 2 a 0) e, pouco depois, balançou as redes para restaurar a igualdade no placar.
Com o gol marcado, o craque chegou à sua 21ª bola na história das Copas, isolando-se ainda mais como o maior artilheiro do torneio. Ele também assumiu a liderança isolada dos goleadores desta edição, com oito gols, e ampliou para nove jogos sua sequência recorde de partidas seguidas marcando em Mundiais.
A classificação mantém a Argentina na luta para repetir o bicampeonato consecutivo, feito que apenas Brasil (1958 e 1962) e Itália (1934 e 1938) conseguiram alcançar. Já o Egito se despede com sua melhor campanha histórica em Copas, embora o continente africano tenha perdido a chance de, pela primeira vez, ter dois representantes nas quartas – restando apenas Marrocos, que venceu o Canadá no sábado.
Autor do segundo gol egípcio, que por pouco não decidiu a partida, Mostafa Abdelraouf (conhecido como Zico – apelido herdado do pai, fã do ídolo flamenguista) já havia balançado as redes contra o Brasil em amistoso recente.
Nas quartas de final, a Argentina aguarda o vencedor do duelo entre Suíça e Colômbia, que acontece ainda nesta terça em Vancouver. O confronto por uma vaga nas semifinais está marcado para sábado (11), em Kansas City.
O técnico Lionel Scaloni promoveu duas modificações na equipe que havia vencido Cabo Verde na prorrogação: Facundo Medina deu lugar a Nicolás Tagliafico, e Leandro Paredes entrou no lugar do atacante Thiago Almada para fortalecer o meio-campo. Pelo lado egípcio, Hossan Hassan também fez duas alterações, trocando Omar Marmoush por Haissem Hassan e Hamdy Fathy por Mohanad Lasheen.
Em campo, o Egito começou pressionando alto e abriu o placar aos 14 minutos, quando Yasser Ibrahim cabeceou um cruzamento de Marwan Attia no canto do goleiro Dibu Martínez. Pouco depois, a Argentina conseguiu um pênalti após falta em Tagliafico, mas Messi bateu mal, no meio do gol, e viu Mostafa Shobeir defender. O arqueiro egípcio seguiu como destaque, parando uma cabeçada de Mac Allister e vendo uma cobrança de falta de Messi explodir na trave, além de espalmar um chute de Julián Álvarez.
Na etapa final, a Argentina se lançou ao ataque, mas cedeu espaços. O Egito chegou a marcar em contra-ataque com Zico, mas o gol foi anulado por falta no início da jogada. Aos 21 minutos do segundo tempo, porém, não houve o que anular: Salah iniciou a trama, Hassan cruzou e Zico, de primeira, ampliou para 2 a 0.
A partir da pausa para hidratação, a Argentina se transformou. Aos 34, Messi cobrou escanteio e Romero descontou de cabeça. Quatro minutos depois, após um bate-rebate na área, o camisa 10 pegou a sobra e finalizou com força, sem chance para Shobeir, igualando o marcador.
Já nos acréscimos, aos 47 minutos, veio o golpe fatal. Após desarme em Salah, Paredes lançou Lautaro Martínez pela direita, que cruzou na medida para Enzo Fernández cabecear no canto esquerdo e decretar a virada por 3 a 2.
Os minutos finais foram de apreensão, com o técnico egípcio Hossan Hassan chegando a acionar o gesto de braços cruzados contra o racismo após uma advertência da arbitragem, mas nada foi alterado. Ao apito final, a festa em Atlanta foi dos atuais campeões mundiais.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e da Agência Brasil – Esportes, Lincoln Chaves – Repórter da EBC


