Pexels/ zelch - Pedir Para os astrônomos, o afélio é um evento previsível que ocorre todos os anos e representa apenas uma etapa natural da órbita terrestre
Fenômeno chamado afélio ocorreu nesta segunda (6) e colocou o planeta a 152 milhões de km da estrela. Especialistas reforçam que as estações do ano são definidas pela inclinação do eixo terrestre, não pela proximidade com o Sol.
Nesta segunda-feira, 6 de julho, a Terra completou mais uma passagem pelo afélio – o ponto da órbita onde fica mais afastada do Sol. A marca registrada foi de aproximadamente 152 milhões de quilômetros, superando em cerca de 5 milhões de km a distância do periélio, ocorrido no início de janeiro. Apesar da diferença, esse afastamento não altera os termômetros nem define as estações.
Esse fenômeno ocorre porque a trajetória da Terra em torno do Sol não é um círculo perfeito, mas uma elipse suave. Em uma volta completa, o planeta alterna entre o ápice da aproximação (periélio) e o auge do distanciamento (afélio), com uma variação de apenas 3% na distância. Contrariando o senso comum, o inverno não acontece por estarmos mais longe da estrela. Quem manda no clima é a inclinação do eixo terrestre, de cerca de 23,5 graus, que regula a intensidade e o ângulo com que a luz solar atinge cada região.
É justamente por isso que, neste exato momento, o Hemisfério Sul enfrenta o inverno enquanto o Norte curte o verão – mesmo ambos estando igualmente distantes do Sol. Se a distância fosse o fator decisivo, o mundo inteiro teria a mesma estação ao mesmo tempo, o que claramente não ocorre.
Outra consequência do afélio é a diminuição quase imperceptível da velocidade orbital da Terra. Segundo a segunda lei de Kepler, planetas mais distantes de sua estrela-mãe se movem com menos agilidade, acelerando novamente na aproximação. Além disso, nessa fase, o planeta absorve cerca de 7% menos radiação solar do que no periélio. Ainda assim, essa queda é mínima se comparada ao impacto gigantesco da inclinação do eixo sobre as estações.
Para os astrônomos, o afélio é um evento anual previsível e corriqueiro, que serve como um belo lembrete de que o frio e o calor que sentimos ao longo do ano dependem muito mais da forma como a luz do Sol "bate" em nosso pedaço do mundo do que da quilometragem que nos separa da estrela.
FONTE: Kadoshwr com informações do IG Último Segundo por Sofia Missiato


