Sérgio Lopes celebra 35 anos de carreira musical. - Foto: Divulgação
Cantor e compositor compartilhou memórias marcantes, avaliou as mudanças no cenário gospel e adiantou planos para um projeto sinfônico baseado no Apocalipse.
Uma das principais referências da música evangélica brasileira, Sérgio Lopes foi o convidado do programa Comunhão Entrevista. Em uma conversa inédita, o paraibano abriu o coração sobre suas três décadas e meia de estrada, recordou os marcos de sua trajetória religiosa, cantou trechos de seus grandes êxitos e adiantou o que pretende realizar daqui para frente.
Durante o bate-papo, o artista revelou que a carreira musical não estava em seus planos iniciais. Nascido em Campina Grande (PB), ele sonhava em atuar na advocacia – profissão que chegou a exercer após sua passagem pela Marinha e a graduação em Direito. Contudo, ele se convenceu de que o Senhor o conduziu para os palcos. Ao fazer um retrospecto, resumiu sua jornada: “O balanço que faço hoje é que vivo um propósito e me entrego completamente a isso.”
Entre os episódios que mais o marcaram, citou uma ida a uma penitenciária, onde centenas de detentos entoaram uma de suas canções enquanto ele percorria os corredores. A cena o fez enxergar a verdadeira dimensão espiritual do seu trabalho. “Deus tinha um designo para mim na música e eu não poderia escapar disso”, afirmou ao rememorar a ocasião.
Sérgio também comentou a evolução do segmento gospel nas últimas décadas. Ele analisou os efeitos da digitalização tanto na propagação da fé quanto nos ganhos financeiros dos músicos. Para ele, a internet é uma aliada da Igreja. “Sob o aspecto econômico, foi vantajoso, e sob o espiritual, também foi proveitoso”, pontuou. Sobre o cenário atual, mostrou-se preocupado com a importação excessiva de repertórios estrangeiros e pediu mais valorização da sonoridade tipicamente brasileira, acreditando que o país tem potencial criativo para produzir obras genuínas sem depender de modelos de fora.
A origem de “Lamento de Israel” foi um dos pontos altos do papo. Ele explicou que a música surgiu após assistir ao filme A Lista de Schindler, seguido de uma leitura impactante do profeta Isaías. O artista acredita que a faixa foi essencial para estreitar os laços entre judeus e cristãos ao longo dos anos. “Essa canção é atemporal”, disse, contando que a obra ainda é interpretada em vários idiomas e muito pedida em suas turnês nacionais e internacionais.
Quanto ao futuro, confessou o desejo de registrar um grande show ao lado de uma orquestra sinfônica completa, com arranjos de metais e cordas para canções inspiradas no livro do Apocalipse. Por fim, ao ponderar sobre o legado que deseja deixar, reiterou o valor de "Lamento de Israel" e enfatizou que tal composição simboliza uma missão já cumprida em seu ministério.
FONTE: Kadoshwr com informações d comunhão por Cristiano Stefenoni


