NY Times elege o Hino Nacional Brasileiro como o mais bonito da Copa de 2026. - Foto: Wordpress Es Brasil/@rafaelribeirorio / CBF
Em crítica bem-humorada, jornalista exalta os 28 segundos iniciais da canção brasileira; já o hino da Inglaterra, terra da publicação, é alvo de duras críticas e amarga o último lugar.
O renomado jornal norte-americano The New York Times, por meio do articulista Tim Spiers, colocou a melodia brasileira no topo de um ranking que avaliou os hinos das 48 nações classificadas para a próxima Copa do Mundo. A análise, divulgada na última sexta-feira (19), mescla rigor musical com um toque de ironia e escárnio.
A publicação faz questão de destacar a "magnífica abertura orquestral de 28 segundos" da composição brasileira, descrevendo-a como o ponto alto da faixa. Segundo o texto, mesmo com seus quase dois minutos de extensão, o hino parece passar rápido demais. O jornalista comenta as letras que falam sobre valentia e amor pela pátria, mas deixa claro que o verdadeiro espetáculo está nos primeiros acordes instrumentais.
O artigo ainda resgata a memória da execução durante o Mundial de 2014, no Brasil, quando a torcida e os atletas entoaram o hino com fervor antes da partida contra a Alemanha. No entanto, o que era para ser um momento épico se transformou em desespero após a derrota histórica por 7 a 1, e a imprensa esportiva local nunca mais viu a cena da mesma forma. Em tom de alívio cômico, o periódico brinca que, no duelo contra Marrocos, a atuação dramática dos brasileiros foi menor – e, convenhamos, isso acabou sendo melhor para todos.
Com um deboche tipicamente britânico, a lanterna do ranking ficou justamente com o hino da Inglaterra, "Deus Salve o Rei", cujo país-sede é onde fica a redação do jornal. A canção foi massacrada pela crítica: considerada arrastada e com uma letra antiquada que, ao contrário das demais, presta homenagem a um monarca idoso.
Os cinco primeiros colocados no ranking, em ordem, são: Brasil, França, Colômbia, Portugal e Escócia. Já a lista completa, que vai do primeiro ao 48º lugar, traz ainda seleções como Argentina, Estados Unidos, Alemanha, Espanha e Holanda em posições intermediárias.
A matéria também recorda a origem do Hino Nacional Brasileiro, composto por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, que inicialmente não possuía letra. Mesmo com a Proclamação da República e a tentativa de substituí-lo por uma nova canção, o carinho popular pela melodia falou mais alto. Os versos atuais, de autoria de Osório Duque Estrada, só foram oficializados em 6 de setembro de 1922.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e da Agência Brasil – Esportes, Agência Brasil


