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G7 reforça apelo por cessar-fogo no Líbano e sinaliza apoio a pacto nuclear entre EUA e Irã

Publicada em: 18/06/2026 12:19 -

G7 pede cessar-fogo imediato no Líbano. - Foto: @g7

 

Declaração final da cúpula em Évian-les-Bains pede desarmamento do Hezbollah e respalda negociação de Trump com Teerã, que prevê reabertura de estreito e fim dos confrontos; conflito deixa cerca de 4 mil mortos.

 

Os integrantes do G7 divulgaram um comunicado conjunto nesta quarta-feira (17) solicitando a interrupção imediata dos confrontos no Líbano. A demanda ocorre em paralelo à iminência de um pacto abrangente entre Washington e Teerã, que prevê uma trégua nos embates entre Israel e a milícia xiita Hezbollah.

 

No texto oficial, o grupo afirma respaldar, por meio de uma cessação das armas "imediata e robusta", as iniciativas da liderança libanesa para extinguir o arsenal do Hezbollah e encerrar o monopólio bélico da facção, garantindo a soberania e a integridade territorial do Líbano com o apoio da comunidade internacional em matéria de segurança.

 

No encerramento do encontro em Évian-les-Bains, no último dia da cúpula, os chefes de Estado do G7 endossaram a proposição do presidente americano, Donald Trump, para finalizar as tensões com o Irã. Em nota divulgada durante a madrugada, classificaram a investida como uma "oportunidade histórica" para barrar a aquisição de armas nucleares pelo país persa e atenuar os riscos de suas atividades balísticas e regionais. O grupo manifestou disposição para auxiliar na execução do trato, embora os detalhes oficiais permaneçam sob sigilo tanto da Casa Branca quanto do governo iraniano.

 

Conforme trechos extraoficiais de um acordo provisório que circularam, Teerã se compromete a desobstruir o Estreito de Ormuz logo após a ratificação e poderá comercializar petróleo sem restrições. Fontes ouvidas pela Associated Press (AP) confirmaram que o conteúdo vazado corresponde, em linhas gerais, ao documento real.

 

A cerimônia de assinatura formal está prevista para sexta-feira (19), na Suíça. O memorando estabelece que os EUA atuarão para suspender todas as sanções americanas e da ONU impostas ao Irã, desde que um consenso definitivo sobre o programa nuclear seja atingido.

 

Trump, contudo, manteve o mistério sobre os termos. Em declaração a jornalistas, afirmou que "ninguém sabe o que é, mas é muito forte". O presidente ressaltou que se trata de um "memorando de entendimento" e ameaçou: "Se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a lançar bombas."

 

O líder americano enfrenta ceticismo entre membros do próprio partido, que receiam que o pacto não desmantele efetivamente a capacidade nuclear iraniana, além da pressão internacional para que cumpra a promessa de reabertura do Estreito de Ormuz. Os líderes do G7 mencionaram que uma força naval internacional liderada por França e Reino Unido "pode desempenhar um papel importante" para facilitar a retomada do tráfego marítimo, garantindo a segurança dos navios, tranquilizando operadores comerciais e apoiando a verificação da remoção de minas. Antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro, cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo escoava por aquele ponto estratégico.

 

Uma das cláusulas mais delicadas do entendimento trata do fim imediato dos combates no Líbano entre Israel e o Hezbollah. Tel-Aviv resiste à trégua e pretende manter a ocupação de partes do sul do território libanês, enquanto o Irã exige a retirada completa das forças israelenses.

 

O saldo da escalada militar é devastador: os ataques israelenses no Líbano já vitimaram quase 4 mil pessoas – incluindo centenas de civis – e deslocaram mais de 1 milhão de moradores desde o início das hostilidades, em 2 de março. Trump comentou que "Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo e muitas pessoas estão sendo mortas".

FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo – Internacional, Redação O Estado de S. Paulo

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