Segundo a Portas Abertas, por trás das competições e das torcidas existem milhões de cristãos que convivem com diferentes formas de pressão por causa da fé - Foto: IA
Enquanto torcedores celebram o futebol em edição inédita nos Estados Unidos, México e Canadá, organizações alertam para a realidade de milhões de fiéis que vivem sob restrições e riscos por causa da fé.
A Copa do Mundo de 2026, sediada em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá e com duração até 19 de julho, tem mobilizado torcedores de todos os continentes em uma edição histórica. Porém, por trás da euforia dos jogos, uma realidade preocupante marcante entre algumas nações participantes chama a atenção: a hostilidade enfrentada por cristãos em certas regiões do mundo.
Das 48 equipes que disputam o torneio, 14 são originárias de países que constam na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026, elaborada pela organização Portas Abertas. O ranking aponta os 50 países onde professar o cristianismo implica perigos, limitações e adversidades. A entidade enxerga no evento esportivo uma janela para aumentar a conscientização e estimular a oração. Segundo a Portas Abertas, por trás das partidas e das arquibancadas há milhões de cristãos que enfrentam desde discriminação e vigilância até episódios de violência, com graus variados de pressão motivados pela fé.
A organização faz questão de esclarecer que a situação não atinge toda a população desses países, mas sim comunidades cristãs específicas que encontram barreiras para viver sua crença com liberdade. “Apesar das dificuldades, a mensagem do Evangelho continua viva nessas nações”, afirma a Portas Abertas.
Com o intuito de informar o grande público, a Portas Abertas desenvolveu uma tabela temática ligada ao Mundial, indicando quais seleções vêm de nações mencionadas na LMP 2026. A ideia é conectar o acompanhamento dos jogos a uma reflexão mais ampla sobre liberdade religiosa, direitos humanos e o cotidiano de cristãos sob perseguição. O objetivo é converter a atenção gerada pelo campeonato em uma oportunidade para conhecimento e intercessão.
Os 14 países presentes na Copa que perseguem cristãos:
Arábia Saudita – 13º na LMP 2026: Sem igrejas públicas no país, cristãos vindos do islamismo precisam ocultar a fé, correndo risco de rejeição familiar e punições severas.
Argélia – 20º na LMP 2026: Pressão estatal forte, especialmente sobre protestantes. Igrejas fechadas e cultos interrompidos aumentam o isolamento de convertidos de origem muçulmana.
Catar – 44º na LMP 2026: Estrangeiros cristãos têm relativa liberdade, mas cidadãos que abandonam o islã para seguir Jesus enfrentam perigos legais e familiares.
Colômbia – 47º na LMP 2026: Em áreas dominadas por grupos criminosos, líderes cristãos correm risco. Conversos em comunidades indígenas sofrem rejeição e hostilidade.
Egito – 42º na LMP 2026: Discriminação sobretudo no âmbito local, com ataques a cristãos, especialmente aos convertidos do islã.
Irã – 10º na LMP 2026: Repressão severa das autoridades contra cristãos, principalmente os de origem muçulmana. Igrejas caseiras invadidas e líderes frequentemente presos.
Iraque – 18º na LMP 2026: Discriminação e ameaças de grupos extremistas. A igreja local ainda se recupera de traumas de conflitos recentes.
Jordânia – 49º na LMP 2026: Apesar de certa liberdade, cristãos oriundos do islamismo enfrentam pressão familiar e restrições sociais para professar a fé abertamente.
Marrocos – 23º na LMP 2026: Converter-se ao cristianismo é arriscado e pode levar à exclusão social. Compartilhar a fé pode resultar em sanções legais.
México – 30º na LMP 2026: Em regiões dominadas por cartéis e tradições locais, cristãos podem ser perseguidos, especialmente ao confrontar injustiças.
República Democrática do Congo – 29º na LMP 2026: Grupos extremistas atacam comunidades cristãs com violência, destruindo igrejas e deslocando fiéis.
Tunísia – 31º na LMP 2026: Cristãos são vigiados e podem ser interrogados. Convertidos do islã vivem a fé em segredo, com dificuldades para se reunir.
Turquia – 41º na LMP 2026: Forte pressão cultural contra cristãos, especialmente os de origem muçulmana. Muitos sofrem discriminação e precisam esconder a crença.
Uzbequistão – 25º na LMP 2026: O governo impõe restrições severas às igrejas. Reuniões são interrompidas e cristãos vivem sob vigilância constante.
FONTE: Kadoshwr com informações do portal Comunhão por Patrícia Scott


