Lotação máxima: Pré-estreia de documentário sobre Zico emociona público como se fosse um jogo no Maracanã

Publicada em: 16/04/2026 06:10 -

Ana Luiza Müller/primeiro plano


Com 12 salas cheias no Rio, "Zico: O Samurai de Quintino" une arquivos raros, relatos familiares e depoimentos de craques; estreia ocorre em 30 de abril.

 

Na noite de terça-feira (14), o complexo de cinemas do Downtown, na Barra da Tijuca, virou uma verdadeira arquibancada. A pré-estreia do longa "Zico: O Samurai de Quintino" lotou todas as 12 salas e proporcionou ao público uma vivência sensorial que, em emoção e fervor, remeteu ao clima do Maracanã. A mixagem de áudio trouxe o som das torcidas com tanta fidelidade que, a cada jogada recordada, a plateia reagia como se estivesse acompanhando uma partida decisiva.

 

Dirigido por João Wainer e finalizado após seis anos de produção, o filme reconstrói a trajetória de Arthur Antunes Coimbra, o Zico — do subúrbio carioca de Quintino à idolatria no Flamengo, passando pela experiência no Japão. A obra reúne imagens inéditas, acervos caseiros e depoimentos históricos. Segundo Wainer, a grandeza do personagem exigiu uma narrativa à altura: “Zico foi um samurai que encarnou em Quintino”, afirmou, explicando que a frase, nascida de uma brincadeira, acabou definindo o tom do documentário, calcado em disciplina, honra e pertencimento.

 

O diretor também ressaltou o papel da família, especialmente de Sandra, esposa do ex-jogador. “Ela tem uma importância enorme na vida do Zico e no filme. Quando você ouve Sandra, Zezé ou dona Matilde nos arquivos, há um frescor diferente”, disse. A presença feminina, aliás, é um dos pilares da produção, que mergulha em álbuns guardados por décadas para construir um retrato íntimo e afetivo do ídolo.

 

Ao ver sua própria história projetada na tela, Zico confessou o impacto: “Bateu emoção o tempo todo. Você lembra de tudo. Tem lances ali que vou ver dez vezes e vou chorar dez vezes.” A obra também o fez refletir sobre valores coletivos, em contraste com o presente. “Vivemos uma era do ‘eu, eu, eu’. E eu sou do ‘nós’. O filme mostra isso: amizade, ajuda, superação.” Com bom humor, ainda brincou sobre sua relação com o país asiático: “Que o flamenguista não fique chateado, mas o Flamengo foram 20 anos e o Japão foram 22.”

 

O documentário dedica igual atenção ao período no Japão, onde Zico ajudou a estruturar o futebol local, tratando-o como um “segundo tempo” de carreira. Com imagens raras em Super-8, fitas VHS e objetos históricos, além de participações de Ronaldo, Júnior e Carlos Alberto Parreira, o longa apresenta Zico não apenas como craque, mas como símbolo de uma coletividade. A estreia nacional está marcada para 30 de abril.

FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil 

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