Casos de dengue caem 75% no início de 2026, aponta Ministério da Saúde

Publicada em: 15/04/2026 16:39 -

Foto reprodução 

 

Redução segue tendência iniciada em 2025; vacinação e novas tecnologias de controle são destaques.

 

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que os registros de dengue no Brasil entre janeiro e os primeiros dias de abril de 2026 tiveram uma queda de 75% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

 

Até 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença, contra 916,4 mil no período equivalente do ano anterior. Segundo a pasta, essa redução dá continuidade a uma tendência observada já em 2025, quando o país somou 1,7 milhão de casos — bem abaixo do pico de 6,6 milhões registrado em 2024.

 

Em comunicado, o ministério atribui o resultado ao fortalecimento de ações integradas com estados e municípios. Entre as estratégias citadas estão a expansão do uso de ovitrampas (armadilhas para monitoramento do Aedes aegypti), presentes em 1,6 mil cidades, com meta de alcançar 2 mil até o fim de 2026. Também avançam técnicas como a liberação de mosquitos estéreis irradiados e a ampliação do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários.

 

Vacinação

O ministério informou ainda que 1,4 milhão de doses da vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — público-alvo da imunização desde 2024. Em 2026, a pasta começou a oferecer, em três cidades-piloto, a vacina nacional de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan, para pessoas de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem o imunizante, com mais de 300 mil doses aplicadas.

 

Outras doenças

O ministério também trouxe dados sobre outras enfermidades infecciosas. Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% ante 2024. A redução total foi de 30%, especialmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28% (de 54 para 39). Na Terra Indígena Yanomami, os casos diminuíram 22% e os óbitos, 80%.

 

Segundo a pasta, o resultado se deve à ampliação do diagnóstico e tratamento — mais de 25 mil pacientes receberam tafenoquina —, além da intensificação da busca ativa e do aumento de testes rápidos.

FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil 

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